A Causa Saúde do Núcleo Goiás do Grupo Mulheres do Brasil lançou na noite de terça-feira, 4, o projeto “Diante disso, o que faço com isso?”, que objetiva discutir e propor ações de prevenção ao suicídio juvenil. O evento reuniu diretores e professores de escolas públicas e privadas, profissionais voluntários do projeto e interessados em apoiar a causa.

Segundo dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde, o suicídio é a quarta maior causa de mortes no Brasil entre pessoas de 15 a 29 anos. No mundo, é a segunda maior causa de óbitos nessa faixa etária, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). “Se conseguirmos evitar que uma pessoa se vá, já vai ter valido a pena, porque uma vida não tem preço”, diz a coordenadora da Causa Saúde, Sônia Braga, vice-presidente da Cifarma Científica Farmacêutica.

O projeto é o primeiro a ser lançado pela Causa Saúde do Núcleo Goiás. Além da empresária, são responsáveis pelo seu desenvolvimento a psicóloga e psicoterapeuta Auriane Rissi, a odontóloga Nelly Achkar, a Eneacoach Cynthia Cunha e a publicitária Sônia Ferreira, que é fundadora do Grupo Renascer, de apoio a mães enlutadas. A ideia é formar, a partir de agora, uma rede de parceiros que possam contribuir para respaldar professores e diretores de escolas nos casos identificados de jovens que precisem de ajuda.

“Precisamos discutir caso a caso as ações a serem tomadas”, informa Sônia. Entre as medidas previstas estão trabalhar a socialização, emotividade, autoestima/autoconhecimento, criatividade, resiliência, perspectiva de futuro e esperança.

São objetivos do projeto: ajudar os educadores a identificar sinais e fatores de risco e como lidar com as situações e causas iminentes; dar suporte após a percepção, e, após receber a demanda/queixa, filtrar e encaminhar aos voluntários. Também estão previstos o desenvolvimento de ações de conscientização sobre suicídio e transtornos mentais para redução de estigmas e o apoio a qualificação de projetos dentro das instituições.

“A primeira medida para reduzir os índices de suicídio juvenil é falar sobre o assunto. Não dá para fazer de conta que o assunto não existe e nem encarar como um tabu e jogar para embaixo do tapete, sem querer buscar saber os motivos para evitar que aconteçam”, afirma Sônia.

Entre os meios para alcançarem os objetivos do projeto estão enunciar sinais, sintomas e comportamentos que permitam identificar precocemente adolescentes em risco e encaminhar para atendimento de acordo com a rede de parceiros na área de psiquiatria, psicologia, enfermagem de saúde mental e demais especialidades no que se refere às instituições envolvidas. Todo o trabalho será realizado de forma voluntária.

“O lançamento ocorre no Setembro Amarelo, mas o projeto não se restringe a este mês. Queremos fazer parte do dia a dia da escola e ajudar com ações permanentes de prevenção”, ressalta a coordenadora. As escolas interessadas em participar ou pretensos apoiadores já podem entrar em contato com o grupo por meio do e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Entre os parceiros voluntários que já se juntaram ao grupo nessa causa estão o coordenador do projeto Guardiões do Amor Maior, Fernando Bacelar, e a médica pediatra e hebiatra Leila Magri. Fernando já desenvolve uma série de palestras em escolas trabalhando a emotividade especialmente por meio do tripé: acolher, respeitar e amar.

A médica Leila Magri, por sua vez, dedica-se ao uso da arterapia para auxiliar no conhecimento e desenvolvimento pessoal. “Vários motivos podem levar ao suicídio, é algo multifatorial”, cita. Segundo ela, “a arte abre muitas portas e janelas e consegue identificar riscos às vezes que passam despercebidos”.

Helena Ribeiro, presidente do Núcleo Goiás do Grupo Mulheres do Brasil diz que o projeto da Causa Saúde no núcleo goiano já nasce grande. “Os núcleos da Alemanha, Brasília (DF) e Franca (SP) já querem informação sobre o projeto”, informa.

Sobre o Grupo Mulheres do Brasil

O Grupo Mulheres do Brasil foi criado em 2013, inicialmente por 38 empresárias, com o objetivo de discutir temas ligados ao país e propor ações de melhoria para diversas áreas. Hoje, segundo Helena Ribeiro, o grupo tem mais de 20 mil mulheres participantes no Brasil e outras mil brasileiras morando em outros países engajadas com o movimento. No território brasileiro o movimento foi dividido em núcleos regionais. Dentro de cada um foram criados grupos que atuam com foco em alguma causa, como a saúde, no caso do responsável pela criação do projeto “Diante disso, o que faço com isso?”, do Núcleo Goiás. Todo o trabalho é realizado de forma voluntária.

Contatos para parceria com o projeto “Diante disso, o que faço com isso?”: