Segundo a Associação Brasileira da Indústria Médica, Odontológica e Hospitalar (Abimo), até 2014 eram realizados pelos menos 800 mil implantes dentários no país. Quatro anos depois, a expectativa é de que o número tenha aumentado ainda mais.

A indústria brasileira, inclusive, tem destaque no setor odontológico: de acordo com a Abimo, em 2017 mais de 90% do material utilizado nos implantes já era produzido no país e inclusive exportado, gerando uma movimentação financeira de mais de R$ 400 milhões anualmente. A necessidade do implante não se dá apenas pela questão estética, mas também pela sua importância para restaurar funções essenciais nos dentes. A variedade de materiais e tipos de implantes atualmente facilitam o acesso à colocação.

Embora criada há tanto tempo, a cirurgia do implante dentário não é nada ultrapassada. O procedimento consiste na colocação de um pino no interior do osso que terá exatamente a mesma função da raiz original. Para pacientes que perderam um dente – o que pode acontecer por alguma doença bucal ou acidente – o implante pode significar uma nova vida.

Além da questão estética, perder um dente afeta a fala e a mastigação. Essas funções são executadas pelo sistema estomatognático, que em sua complexidade envolve também os ossos da face. Ou seja: está tudo interligado. Uma vez que um dente se perde, essas funções, de fato, também são comprometidas.

O implante dentário permite que um novo dente seja colocado no local, já que com ele há uma nova raiz. A cirurgia mais tradicional é realizada com a colocação dos implantes e a espera de até quatro meses para que seja possível receber o dente definitivo no local. Uma novidade, contudo, vem revolucionando a técnica nos últimos anos: o implante de carga imediata. Perder um dente visível com um acidente é algo não programado. Por isso, muitas pessoas optam por repô-lo imediatamente, o que já é possível com a nova técnica. Em menos de 24h o paciente já pode colocar um dente provisório graças às novas tecnologias. Em alguns meses ele deverá trocá-lo por um definitivo.

Segundo especialistas como o Dr. Saulo Vieira Prada, da Clínica Sua Odontologia, as cirurgias atuais de implantes dentários são tecnológicas e seguras para o paciente. Ele ressalta ainda que elas são realizadas com muito mais precisão e rapidez do que antigamente. Ainda de acordo com ele, os implantes possuem mais de um tipo, sendo de titânio, zircónio ou cerâmica. Embora o titânio seja mais resistente, o zircónio é esteticamente mais parecido com a raiz natural do dente, por isso é a opção de algumas pessoas, mesmo o seu uso sendo mais recente.

Quem pode avaliar qual a melhor escolha do tipo de implante, destaca o profissional, é somente o dentista especializado e habilitado para realizar o implante. A procura pelo profissional certo, aliás, é outro fator que ele salienta como fundamental para o sucesso do implante. Conforme explica, muitas pessoas desejam recorrer à técnica apenas para substituir dentes considerados esteticamente feios, mas ele alerta que essa não é a função do implante dentário.

Há poucas situações em que o implante dentário não é aconselhado a quem perdeu um dente. Quem possui a arcada dentária ainda em desenvolvimento, como crianças e adolescentes, por exemplo, não pode recorrer ao implante. Além disso, pacientes com osteoporose devem passar por uma avaliação rigorosa antes de serem liberados para receber o implante.

O profissional da Clínica Sua Odontologia salienta que alguns cuidados serão exigidos do paciente após a realização do implante. Entre eles estão a alimentação exclusivamente líquida e preferencialmente gelada por até 12 horas após o procedimento. Deve-se também dormir com a cabeça mais elevada do que o restante do corpo por alguns dias e evitar a exposição ao sol ou esforços físicos. De acordo com o Dr. Saulo Vieira Prada, essas recomendações são ignoradas por muitos pacientes, mas podem determinar o resultado final do implante.

Os casos de rejeição dos implantes dentários são descartados. O Dr. Saulo Vieira Prada salienta que os únicos problemas resultantes da cirurgia são ocasionados por fatores como falhas profissionais, maus hábitos no pós-operatório ou ainda pela má qualidade do osso.

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