O presidente da França, Emmanuel Macron, ofereceu nesta segunda-feira a ajuda de especialistas franceses em arte para contribuir com a reconstrução do Museu Nacional do Rio de Janeiro, o mais antigo do Brasil e que foi destruído por um incêndio que começou no domingo.

"O incêndio no Museu do Rio é uma tragédia. É a história e a memória reduzidas a cinzas. A França oferecerá seus especialistas a serviço do povo brasileiro para contribuir para a reconstrução", disse Macron no Twitter.

Embora Macron não tenha detalhado em sua mensagem qual tipo de especialistas se referiu, a ministra da Cultura da França, Françoise Nyssen, explicou em comunicado que ofereceu ao embaixador brasileiro na França "todo o conhecimento dos agentes do Ministério da Cultura" em aspectos de museografia, conservação e gestão de coleções e arquivos".

Além disso, a ministra agregou que "as equipes dos museus franceses estão à inteira disposição das equipes brasileiras, em coordenação com os serviços da Embaixada da França no Brasil".

O Ministério disse ainda que o incêndio significa "tanto para o Brasil como para os pesquisadores de todo o mundo o maior desastre para o conhecimento da história" do país latino-americano e para a compreensão de sua "diversidade cultural e natural".

"Todos os arquivos científicos foram destruídos, sendo alguns de interesse patrimonial e científico de grande importância, como o fóssil de Luzia, o mais antigo hominídeo (11.500 - 13 mil anos atrás) descoberto no Brasil em 1974 graças a uma equipe franco-brasileira", afirmou o ministério.

O Museu Nacional do Rio de Janeiro, localizado em um prédio considerado uma joia da arquitetura do início do século XIX, sofreu danos imensos ainda não especificados e sua coleção foi quase totalmente destruída.

O fogo começou a noite de domingo por circunstâncias ainda não esclarecidas.

O histórico edifício, com 200 anos de antiguidade e que abrigava o museu mais antigo do Brasil, foi construído por incumbência do rei João VI de Portugal e inaugurado em 6 de julho de 1818.

EFE