Fora da disputa do prêmio "The Best", concedido pela Fifa ao melhor jogador do ano - os concorrentes são o português Cristiano Ronaldo, o croata Luka Modric e o egípcio Mohamed Salah -, Neymar e Lionel Messi decepcionaram na Copa do Mundo da Rússia e isso foi determinante para o fracasso deles na última temporada. Assim definiu Carlos Alberto Parreira, em uma entrevista ao site da Fifa nesta quarta-feira. "As pessoas depositaram 'muitas expectativas', mas os jogadores não conseguiram fazer tudo que a torcida esperava deles".

"É uma constante da Copa do Mundo, não dá para ganhar só com talento e nem sem ele, ou sem espírito de equipe. É dito que as seleções ganham troféus e os jogadores com talento, partidas, já que surpreendem fazendo algo inesperado ou fora do comum", afirmou Parreira, que é o chefe do Grupo de Estudo Técnico da Fifa e comandou uma análise de tudo o que aconteceu na Copa do Mundo.

O ex-treinador brasileiro disse que o futebol das seleções que participaram do Mundial se baseou principalmente em diminuir os espaços e passar ao campo adversário "o mais rápido possível". Assim puderam vencer como "conjuntos", com a ajuda dos talentos individuais. "O futebol não melhora nem piora, simplesmente vai mudando com o tempo. A posse da bola já não é imperativa", reconheceu.
HAZARD OU MODRIC
Parreira também ressaltou que na Copa do Mundo o meia belga Eden Hazard teve a oportunidade de ser o melhor jogador do torneio, mas "a balança pendeu" para o croata Luka Modric graças ao seu trabalho em todo o campo. "Por outro lado, Cristiano Ronaldo é outro tipo de jogador, que é profundamente aplicado no aspecto técnico, e Mbappé demonstrou que é um jogador fora de série", analisou.
O brasileiro estará presente na Conferência de Futebol da Fifa, que será realizada no próximo dia 23, em Londres - um dia antes da premiação da entidade aos melhores do ano. O evento contará com mais de 150 técnicos, entre eles Tite; Didier Deschamps, da França; Zlatko Dalic, da Croácia; Roberto Martínez, da Bélgica; Gareth Southgate, da Inglaterra; e Luis Enrique, da Espanha.