No dia 13 de setembro, quinta-feira, às 20h30, a Orquestra Filarmônica de Goiás volta a se apresentar no Palácio da Música do Centro Cultural Oscar Niemeyer. No repertório estão o “Concerto para violoncelo e orquestra” de Edino Krieger, “Zipangu” de Claude Vivier e a “Sinfonia nº10” de Shostakovich.

Edino Krieger é considerado pela crítica especializada como um dos principais compositores brasileiros da contemporaneidade por possuir uma trajetória diversificada, que passa pelo barroco, impressionismo musical, dodecafonismo e pelo estilo neoclássico. O canadense Vivier compôs quarenta e nove obras ao longo de sua breve carreira e todas elas refletem sua paixão pela vida e pela música. Já o russo Shostakovich deixou um legado composicional altamente relevante. Sua obras são completamente envolventes e refletem o período histórico da Rússia comunista.

O renomado violoncelista Antonio Meneses é o convidado para interpretar a obra de Krieger. Meneses nasceu em 1957 em Recife, no Brasil, no seio de uma família de músicos e começou a estudar violoncelo aos dez anos de idade. Apresenta-se com as mais prestigiadas orquestras mundiais nos principais palcos da Europa, das Américas e da Ásia, em colaboração com maestros de renome como C. Abbado, G. Albrecht, H. Blomstedt, S. Bychkov, R. Chail, entre outros. Para além da agenda de concertos, Antonio Meneses é professor no Conservatório de Berna e orienta cursos de aperfeiçoamento.

A regência do concerto é de Neil Thomson, Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Goiás desde 2014. Já conduziu importantes orquestras na Europa, Ásia e Brasil como a Sinfônica Brasileira e Sinfônica do Estado de São Paulo. As gravações de Thomson incluem um álbum de concertos contemporâneos de violino com Ittai Shapira e Orquestra Filarmônica Real de Liverpool, a Quinta Sinfonia de Gloria Coates, a Sinfonia n.2 de Stenhammar e ainda, dois discos de música orquestral de Cesar Guerra-Peixe com a Orquestra Filarmônica de Goiás. Atualmente, Neil está envolvido em um projeto para gravar as 14 sinfonias de Claudio Santoro para Naxos com a Filarmônica de Goiás. De 1992 a 2006, foi Regente Titular no Royal College of Music, Londres. Foi nomeado membro honorário do RCM em 1994 pelos serviços prestados à instituição.