A alta do dólar, ou melhor, “o real na privada” vai terminar de destruir os investimentos produtivos no Brasil.

Por qual razão investir no Brasil? Até dois anos atrás pelo menos existia um piso, e este piso se chamava SELIC, era um acordo tácito que garantia a qualquer investidor um retorno mínimo sobre as aplicações mais conservadoras e este retorno mínimo era novamente investido em negócios mais a risco.

Isto tudo foi cancelado por uma sequência de incapazes no ministério da fazenda e no Banco Central, burocratas de nome grandioso e de nenhuma capacidade técnica para desenvolver modelos eficazes de revitalização da economia, de fortalecimento do capital nacional, de fortalecimento da indústria, de chamariz para o investimento externo.

Em vez disto, o brasil se tornou o maior maquiador de números, os contadores foram substituídos por ilusionistas, os auditores escrevem em braile e se explicam em libras, a moeda força da nação no tempo Itamar desapareceu e o brasil voltou a viver de contos de fada em esperar Natal, o dia das mães, para avaliar de forma ridícula a economia em função das vendas temporárias.

Mas também né, fiquei assistindo a uns... Três ou quatro professores de araque, cada um com um "tantão" de títulos acadêmicos, cada um avaliando sinais da economia e cada um falando tanta baboseira como se ocultar a verdade exorcizasse o demônio da incompetência econômica que passou a possuir o brasil.

Dólar em alta excepcional, Real em declino verticalizado, è uma desgraça para economia brasileira, não há qualquer segmento que se beneficie, talvez... os dos tais "professores" dos quais pendem inúmeros discípulos pagantes e inúteis.

Ha um só caminho para o levantamento da economia: O controle geral dos gastos, a redução drástica dos serviços, restabelecimento da taxa Selic, redução dos salários dos três poderes, redução numérica da máquina governamental, bloqueio do câmbio, lastrear todas as operações e obrigar a todos os fundos de investimentos a lastrear as operações existentes.

E sobretudo chega de incompetentes no mercado financeiro, chega de incompetentes no Banco Central e no Ministério da Fazenda.
O Brasil necessita de quadros competentes não de pessoas populares.

A decisão de manter a SELIC em 6,5 é mais um evidente sinal que toda estratégia adotada até o momento levou o pais à desgraça econômica, interromper o ciclo de baixas era o mínimo, restabelecer o valor da taxa SELIC é um dever inevitável!

É importante explicar mais alguma coisa sobre esta sigla "SELIC", o que é e o que representa e por qual razão tanto nos condiciona financeiramente.
"SELIC" é a taxa básica de financiamento do mercado interbancário, para operações de um dia ou "overnight" , é a taxa da média de juros que o governo brasileiro paga por empréstimos tomados dos bancos.

Em tese, então, quando o Governo baixa à taxa SELIC as taxas praticadas pelas instituições financeiras também devem cair.

Em pratica, porém, quando o Governo baixa à taxa SELIC as taxas praticadas pelas instituições financeiras não mudam, o que muda é o endereço da dívida, ou seja, com a SELIC em alta o Banco prefere emprestar ao Governo (o cliente mais rentável e confiável que existe) com a SELIC em baixa o Banco prefere emprestar ao consumidor para manter sua faixa de lucro.

O Comitê de Política Monetária (COPOM) é quem estabelece o valor, após analise interna, analise de que? Será que estes senhores decidem de forma aleatória o valor do dia? Logico que não, há um modelo matemático que corrobora a decisão.

A SELIC é lastreada em títulos públicos federais, títulos listados e negociados no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia.
Mais uma vez este é o ponto principal, a falta de LASTRO dos títulos existentes provoca uma baixa sempre maior, ou seja, os títulos existentes são ridiculamente inúteis porque nem sequer conseguem lastrear as operações do próprio governo brasileiro.

É a moeda interna, o lastro da própria moeda, que nem o governo que a imprime consegue utiliza-la para seus fins porque seu valor é inversamente proporcional à o que consegue comprar para provar seu valor.

Entenda que.... Tudo se transforma, se o governo utilizar cento cinquenta dois mil reais hoje para adquirir uma barra de ouro de Um Quilograma, terá amanhã 1 KG de lastro transformado de papel em ouro, isto é lastro real? SIM!

Mas se o Governo utilizar cento cinquenta dois mil reais em aplicações administradas pelo DEMAB (Departamento de Operações de Mercado Aberto do Banco Central) em vez que em ATIVOS MINERÁRIOS EXTRAÍDOS, PERICIADOS E AVALIADOS, para recomprar seus papeis, isto é rolar a dívida interna, só para pagar os juros, é a inflação, é a inutilidade dos papeis do Governo, é a desconfiança para os papeis escriturais que compõem a carteira do tesouro nacional, é o INVERSO DA MOEDA.

 

Dr. Nazir Angelo Disanto

Investor and CEO GRUPO PERLATENDA

*O TEXTO NA COLUNA "CAFEZINHO" É DEMOCRÁTICO, APARTIDÁRIO E LIVRE. AS OPINIÕES EXPRESSAS SÃO DE INTEIRA RESPONSABILIDADE DOS AUTORES.


Cafezinho com Dr. Nazir Ângelo Disanto

É CEO do Grupo Perlatenda